Mostrando postagens com marcador ciência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ciência. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

As Cinco Mais Belas Imagens da Terra Vista do Espaço


O Serviço Geológico dos Estados Unidos selecionou as melhores imagens feitas pela Nasa da Terra vista do espaço e, com algumas manipulações de cor, lançou a série "Terra como Arte".

Desde 1972, as imagens de satélite se transformaram uma referência para ajudar a ciência em pesquisas sobre o uso da terra e dos recursos naturais.

No entanto, esta galeria mostra que além da contribuição para a ciência, imagens de satélite revelam uma grande beleza, com paisagens sensacionais de vales, montanhas, ilhas e florestas.

Foi pedido ao público que escolhessem as imagens favoritas entre mais de 120 fotos da coleção. Foram recebidos 14 mil votos e os vencedores estão abaixo.

Confira:


Grandes aglomerações de fitoplâncton desenham redemoinhos na água escura em volta da ilha sueca de Gotland, no Mar Báltico


Os pálidos "galhos" amarelos são cumes de areia levada pelo vento.
Eles compõem o Erg Iguidi, uma área que constante mudança de dunas de areia, que se estende da Argélia à Mauritânia, na África


Incontáveis lagos, brejos e lagoas estão espalhados por toda esta cena no delta do Yukon, no sudoeste do Alaska


Pequenos quadrados com figuras de cidades, campos e pastos cercam a graciosidade dos redemoinhos e voltas do rio Mississipi, o maior sistema de rios da América do Norte


Manchas inundadas do raso lago Eyre, numa área desértica do Sul da Austrália.
Um atributo efêmero desta paisagem plana, o lago Eyre é o maior lago da Austrália quando está cheio

Fonte: Folha Online
Imagens: Goddard Space Flight Center/USGS/Nasa

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O CIENTISTA DE DEUS


O CIENTISTA DE DEUS

Através de leis da física e da filosofia, pesquisador polonês mostra que Deus existe e ganha um dos mais cobiçados prêmios.
Representação do Big Bang, explosão cósmica que teria originado o universo. 

                                                                               A Criação de Adão, Michelangelo (detalhe), século XVI

Como um seminarista adolescente que se sente culpado quando sua mente se divide, por exemplo, entre o chamamento para o prazer da carne e a vocação para o prazer do espírito, o polonês Michael Keller se amargurava quando tentava responder à questão da origem do universo através de um ou de outro ramo de seu conhecimento – ou seja, sentia culpa.

Ocorre, porém, que Keller não é um menino, mas sim um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país. Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses seus dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da ciência. Desse no que desse, ele fez isso. O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”.

O resultado material é que na semana passada Keller recebeu um dos maiores prêmios em dinheiro já dados em Nova York pela Fundação Templeton, instituição que reúne pesquisadores de todo o mundo: US$ 1,6 milhão.

O que é a “Teologia da Ciência”?
Em poucas palavras, ela se define assim:
A ciência encontrou Deus.
E a isso Keller chegou, fazendo- se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele.

Nesse “buraco negro” entra Deus.
Segundo Keller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa sobre a existência humana, continua-se sem saber o principal:
Quem seria o responsável pela criação do cosmo?
Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e sua coragem em dizer que Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrem novos campos de pesquisa.

“Por que as leis na natureza são dessa forma?
Keller incentivou esse tipo de discussão”, disse a ISTOÉ Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e professor de teologia da PUC de São Paulo.

GÊNIO
Michael Keller ganhou US$ 1,6 milhão com a tese

Keller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo.
“Em todo processo físico há uma seqüência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse processo”, diz ele. E, em seguida, fustiga de novo o pensamento:

“Mas o que existia antes desse átomo primordial?”
Essas questões, sem respostas pela física, encontram um ponto final na religião – ou seja, encontram Deus. Valendo-se também das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirando-se em questões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz, o cosmólogo Keller mergulha na metáfora desse pensador:

Imagine, por exemplo, um livro de geometria perpetuamente reproduzido. Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra, ela não chega à existência completa, à razão de existir daquele livro ou à razão de ele ter sido escrito. Keller “apazigua” o filósofo:

“A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado”.
Com o prêmio que recebeu, ele anunciou a criação de um instituto de pesquisas. E já escolheu o nome: Centro Copérnico, em homenagem ao filósofo polonês que, sem abrir mão da religião, provou que o Sol é o centro do sistema solar.

A CAMINHO DO CÉU

Michael Keller usou algumas ferramentas fundamentais para ganhar o tão cobiçado prêmio científico da Fundação Templeton. Tendo como base principal a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, ele mergulhou nos mistérios das condições cósmicas, como a ausência de gravidade que interfere nas leis da física.

Como explicar a massa negra que envolve o universo e faz nossos astronautas flutuarem?
Como explicar a formação de algo que está além da compreensão do homem?
Jogando com essas questões, que abrem lacunas na ciência, Keller afirma a possibilidade de encontrarmos Deus nos conceitos da física quântica, onde se estuda a relação dos átomos.
Dependendo do pólo de atração, um determinado átomo pode atrair outro e, assim, Deus e ciência também se atraem.
“E, se a ciência tem a capacidade de atrair algo, esse algo inexoravelmente existe”, diz Keller.

Fonte: http://www.terra.com.br/portal/